Boletim Novidades Lotéricas

Terça-feira, 16 de março de 2004

 Notícias em Destaque


A verdade sobre os empresários de bingos e videobingos acusados de ligação com a máfia.

A matéria da revista Isto é dessa semana, reproduzida ontem no BNL, mostra que os processos italianos sobre associações ligadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro concluíram não haver evidências de atividade de empresários no Brasil.

A matéria da Isto É é a primeira resposta para as inverdades divulgadas por alguns procuradores do Ministério Público, que formam a Comissão Nacional de Combate ao Bingo”, que insistiram na produção de dossiês, que eram distribuídos para autoridades e para imprensa com supostas denúncias de ligação dos empresários dos bingos e videobingos com a máfia. Os autores sempre se valem do imediatismo da imprensa brasileira (sempre com os prazos apertados), para divulgar essas teses, mas após um mínimo de investigação constata-se que os argumentos apresentados não são verdadeiros.

Uma dessas versões, utiliza informações antigas de jornais e revistas, para acusar os empresários de bingos e de videobingos de terem ligações com a máfia, como da cartilha intitulada "De caso com a máfia. O que o Governo Federal  precisa saber sobre o jogo do bingo", patrocinada pelo PMDB do Paraná.

Os autores insistem na divulgação dessas inverdades, que repetidas muitas vezes, levam o leitor a acreditar que é verdade. A imprensa não deveria patrocinar essas versões e, em respeito ao bom jornalismo, deveriam investigar antes de torná-las públicas, para que os jornalistas não caiam nas armadilhas das teses prontas de pessoas mal intencionadas.

Vários assinantes do BNL têm sugerido que o Boletim esclareça para o mercado a verdade sobre os fatos, já que os empresários dessa atividade estão cansados com as injustas acusações de que são contraventores, sonegadores, lavadores de dinheiro e de ligações com a máfia.

Para provar que essas acusações não são verdadeiras, a Família Ortiz colocou no ar um site intitulado "A Verdade", com cópias de vários documentos, que comprovam definitivamente que não existe nenhuma ligação com os empresários brasileiros. O BNL teve acesso a toda documentação sobre o caso.

Uma das provas que derruba a versão dos procuradores e que pode ser encontrada no site é a sentença da Ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal, de 14 de dezembro de 2001, no processo do pedido de prisão preventiva para Extradição No 332-3 (22.10.98) contra François Filippeddu:

"(...) o Tribunal de Roma, em 9 de março do corrente ano, proferiu decisão absolvendo o "o suplicante Francois Filippeddu por que os fatos contra este imputados 'não constituem delitos'(...)  Assim sendo, opina o Ministério Público Federal pela imediata revogação do decreto de prisão  preventiva antes expedido, dando-se ciência desta decisão ao Ministério da Justiça”(...). (DJ Nr. 24 - 05/02/2002 - Ata Nr. 3 PRISÃO PREVENTIVA PARA EXTRADIÇÃO Nrº 332)

Sobre as acusações de integrarem a chamada máfia italiana, formuladas contra Alejandro de Viveiros Ortiz e Alejandro Ortiz Fernandez, importante ressaltar os fatos, todos devidamente documentados, por meio de certidões expedidas pela Procuradoria da Republica junto ao Tribunal de Roma, bem como por meio de sentença judicial.

Em 27 e 28 de março de 2000, a Procuradoria da Republica junto ao Tribunal de Roma expediu Certificados de Antecedentes Criminais e Certificados Gerais extraídos do Fichário Judicial, noticiando que nada consta em nome de Alejandro de Viveiros Ortiz e de Alejandro Ortiz Fernandez.

Em 06 de junho de 2001, a Sétima Seção Penal do Tribunal de Roma proferiu sentença analisando o envolvimento de pessoas ligadas ao tráfico de drogas e outros delitos havidos na Itália, sem que haja sequer referência a Alejandro de Viveiros Ortiz e de Alejandro Ortiz Fernandez.

Em 15 de maio de 2003, a 6a Vara Federal da Seção Judiciária de Brasília certificou que Alejandro de Viveiros Ortiz e de Alejandro Ortiz Fernandez não estão sendo processados nos autos da ação penal no 2000.34.00.09452-8, a despeito de terem sido investigados no inquérito que lhe serve de base.

A sentença proferida pela Sétima Seção Penal do Tribunal de Roma, acima referida, trata da condenação de várias pessoas, dentre as quais o Sr. Lillo Rosário Lauricellia. Alejandro de Viveiros Ortiz e Alejandro Ortiz Fernandez sequer foram réus no mencionado processo.


A Verdade

Nos últimos dias, a imprensa publicou uma série de reportagens que misturam épocas, situações e pessoas que, a bem da verdade, pertencem a contextos diferentes.

Apontou-se, como criminosos, empresários indicados, em 1999, como suspeitos. Omitiu-se que, nos anos seguintes, entre o inquérito e o desfecho do processo, na Itália e no Brasil, essas pessoas foram excluídas do rol dos acusados, impronunciadas ou absolvidas.

Vincularam forçosamente o bingo e o crime organizado internacional (mais especificamente com as chamadas "máfias italiana e espanhola").

Alejandro Ortiz Fernandez, arrolado em carta rogatória proveniente da Itália em 1999, teve sua atividade e suas empresas esquadrinhadas pelas polícias estadual e federal. Ele e seus familiares foram investigados e, alvo de inquéritos, foram isentados, posteriormente, de qualquer acusação pela absoluta falta de indícios em face das suspeitas levantadas.

Da Justiça italiana, Ortiz tem as devidas declarações de que nada há naquele país contra ele ou seus familiares, uma vez que os empresários apontados indevidamente como seus parceiros foram absolvidos ou excluídos do processo aberto para investigar atividades criminosas relacionadas ao jogo.

Os europeus François e Julien Filippeddu apontados como os elos entre o Brasil e a máfia da Itália, não são considerados criminosos nem pela justiça italiana nem pela brasileira, como pode ser visto nos documentos.

As decisões do Supremo Tribunal Federal, respaldadas em parecer da Procuradoria Geral da República, extinguiram todas as acusações contra os investigados. Isso porque o próprio governo italiano declarou, formalmente, a absolvição dos acusados.

O mesmo se aplica a outros personagens arrolados que, injustamente, têm agora seus nomes expostos por fatos que já foram suficientemente esclarecidos.

Toda essa documentação está disponível neste site a quem possa interessar.

Família Ortiz

http://www.familiaortiz.com.br 



Essas informações demonstram que Alejandro de Viveiros Ortiz e Alejandro Ortiz Fernandez jamais foram processados pela Justiça italiana e nunca tiveram qualquer envolvimento com a chamada máfia italiana; tudo devidamente certificado pela Procuradoria da República junto ao Tribunal de Roma, a quem compete, exclusivamente, expedir esses certificados gerais e de antecedentes criminais.

Em função de um processo antigo, já tramitado e julgado pela Justiça Italiana, uma Carta Rogatória do Tribunal de Roma, solicitou ao Supremo Tribunal Federal, providências no sentido de colher subsídios que pudessem nortear as investigações pelo Ministério Público Italiano, em 27 de novembro de 1998.

Alguns empresários citados na Carta Rogatória denunciam, que apesar do processo já estar arquivado, sistematicamente essa Carta Rogatória é utilizada pela Polícia Federal para busca e apreensões junto aos citados nessa Carta. Como exemplo, citamos a recente operação da Polícia Federal durante a crise gerada pela divulgação das fitas com diálogos de Waldomiro Diniz e Carlos Cachoeira, que esteve na empresa e residências de vários empresários, amparados num mandado de busca e apreensão, assinado pelo juiz federal Clóvis Barbosa Siqueira, em pedido do Ministério Público através da carta rogatória do governo italiano, enviada ao STF, em 1998.

 

  Magnho José                                magnho@magocom.com.br